cyro de mattos, brasil
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Cyro de Mattos
Itabuna,Bahia, Brasil
Nas terras do sem fim
EMBARQUE
O que deixo: verde solidão da raiz ao cabelo.
O que deixo: vértebras do tempo, desigual fermento.
O que deixo: bala no verão, cobra no inverno.
O que deixo: gemido e agulha ensacando ventos.
O que levo: frutos de ouro romaria e desterro.
O que levo: sonhos e erros do horizonte maciço.
Da árvore e seu resumo os vícios do mundo medos e sonhos
no velho pensamento.
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Por lobitogabriel - 21 de Marzo, 2006, 13:42, Categoría: poesia
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